Animais

Baleia-azul chega a 33 m e passa de 150 t, diz a NOAA

Uma baleia-azul da Antártida pode chegar a 110 pés, cerca de 33,5 metros, e passar de 330 mil libras, perto de 150 toneladas. Os números são da NOAA, a agência oceânica dos Estados Unidos. A mesma página diz que os maiores animais comem até 6 toneladas de krill por dia.

Coluna de vapor subindo do sopro de uma baleia-azul, com o dorso escuro aparecendo na linha dágua do mar

Sopro de uma baleia-azul no mar, em agosto de 2015. Foto: AWeith, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0, recortada.

A baleia-azul é o maior animal que já existiu no planeta, segundo a NOAA Fisheries, e os exemplares da Antártida chegam a cerca de 110 pés, ou 33,5 metros. O peso passa de 330 mil libras, o que dá cerca de 150 toneladas, de acordo com a página da espécie da agência.

Quanto mede e pesa a baleia-azul, na conta em metros

A NOAA dá os números em pés e libras. Na conversão, 110 pés são 33,5 metros e 330 mil libras são quase 150 toneladas. Quem vive no Atlântico Norte e no Pacífico Norte é menor.

Onde viveComprimento segundo a NOAAPeso segundo a NOAA
Atlântico Norte e Pacífico Norteaté cerca de 90 pés, ou 27 mmais de 100 mil libras, ou mais de 45 t
Antártidaaté cerca de 110 pés, ou 33,5 mmais de 330 mil libras, ou cerca de 150 t

Tabela: Watts & Wild, com dados da NOAA Fisheries. As conversões para metros e toneladas são da redação.

Nesses dois oceanos, a agência fala em até cerca de 90 pés e mais de 100 mil libras. A diferença para a Antártida é de uns 6 metros de corpo e mais de 100 toneladas. A NOAA também diz que as fêmeas costumam ser maiores que os machos.

Cinco subespécies e um corpo comprido

A NOAA reconhece cinco subespécies de baleia-azul. As da Antártida são, em geral, maiores que as outras. O corpo é comprido e esguio, com um desenho de manchas cinza-azuladas que varia de bicho para bicho.

Dorso cinza-azulado de uma baleia-azul com a nadadeira dorsal pequena, aflorando num mar calmo e cinzento
Dorso e nadadeira dorsal de uma baleia-azul no Isfjord, em Svalbard (Noruega), em 4 de agosto de 2023. Foto: Carina Gsottbauer, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0, recortada.

Debaixo d'água, a pele parece azul-clara, e daí vem o nome. A agência diz que o padrão das manchas serve para identificar cada indivíduo.

Até 6 toneladas de krill por dia

A dieta é quase só krill, pequenos animais parecidos com camarões. A baleia nada de boca aberta contra o cardume, fecha a boca em volta dele e empurra a água para fora com a língua. As placas de cerdas, chamadas barbatanas, seguram o krill dentro.

Os maiores exemplares podem comer até 6 toneladas de krill por dia, segundo a NOAA. Na conta da redação, comparando o máximo diário com o peso máximo de 150 toneladas, é cerca de 4% do peso do corpo.

Velocidade e voz de um gigante

Cabeça e dorso de uma baleia-azul na superfície, com um sopro fino de vapor subindo no ar sobre o mar cinzento
Outra baleia-azul no Isfjord, em Svalbard, no mesmo dia. Só a parte de cima do corpo aparece na superfície. Foto: Carina Gsottbauer, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0, recortada.

Durante a alimentação e as viagens, a baleia-azul nada a cerca de 5 milhas por hora, perto de 8 km/h. Em arrancadas curtas passa de 20 milhas por hora, mais de 32 km/h. Ela costuma ficar sozinha ou em dupla, às vezes em grupos pequenos.

É um dos animais mais barulhentos do planeta, com pulsos, gemidos e roncos. A NOAA diz que, em boas condições do oceano, o som pode ser ouvido por outras baleias a 1.000 milhas, mais de 1.600 km. Cientistas acham que os sons servem para comunicação e talvez para navegar no escuro.

O que ameaça a baleia-azul hoje

A caça comercial reduziu muito as populações no começo do século 20. Hoje elas crescem no mundo todo, mas o total é uma fração do que era antes. As maiores ameaças atuais, segundo a NOAA, são as colisões com navios e o emaranhamento em redes e armadilhas de pesca.

Nos Estados Unidos, a espécie está listada como ameaçada pela Lei de Espécies Ameaçadas. O plano de recuperação revisado em 2020 mantém como estratégia central a proibição internacional da caça comercial, em vigor desde 1986.

As baleias que aparecem no litoral brasileiro

Quem vê baleia no Brasil costuma ver outra espécie. A temporada de jubarte em Abrolhos e os avistamentos no litoral do Rio de Janeiro falam da jubarte, que é menor. A NOAA diz que a baleia-azul aparece onde o krill se concentra, e é essa comida que decide por onde ela anda.

Já a baleia bicuda encalhada nos Açores mostra que uma baleia morta na praia vira assunto de pesquisa. A NOAA pede, para qualquer baleia ferida, presa ou encalhada, que ninguém tente salvar o animal sozinho e que o caso seja avisado a equipes treinadas.

O que os números da NOAA não dizem

Os 33,5 metros e as 150 toneladas são limites máximos para as maiores baleias da Antártida, não o tamanho médio da espécie. A própria NOAA escreve que alguns indivíduos chegam a esses valores.

A página também não dá o número total de baleias-azuis vivas hoje, só diz que a população cresce. Por isso a redação não cita um total. Os dados foram conferidos na página da espécie em 11 de outubro de 2026.

Fonte: NOAA Fisheries, página Blue Whale.

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