Famosos e TV

Filho e genro de Mauricio de Sousa comandam hoje a empresa por trás da Turma da Mônica e contam qual foi a postura do criador que sustentou os sessenta anos de sucesso da marca

Mauro Sousa e Rafael Piccin, filho e genro de Mauricio de Sousa, contam à revista Quem, em entrevista publicada em 20 de setembro de 2026, os planos da Mauricio de Sousa Produções para manter a Turma da Mônica relevante entre as novas gerações.

Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa, e o marido dele, Rafael Piccin, comandam áreas da Mauricio de Sousa Produções e contam à Quem que a Turma da Mônica, criada em 1959, aposta em eventos, espetáculos e redes sociais para não perder espaço entre crianças que cresceram no mundo digital.

Genro de Mauricio de Sousa: o cartunista Mauricio de Sousa em entrevista, criador da Turma da Mônica

Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, em evento público. Foto: Campus Party Brasil/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa, e Rafael Piccin, marido dele e genro do criador da Turma da Mônica, hoje respondem por partes centrais da Mauricio de Sousa Produções (MSP). Mauro é diretor-executivo da MSP Estúdios, e Rafael comanda a área de experiências físicas e sensoriais da empresa.

Segundo entrevista publicada pela revista Quem em 20 de setembro de 2026, os dois contam que a estratégia da marca passa por levar a Turma da Mônica para além dos quadrinhos, com eventos, espetáculos e conteúdo nas redes sociais.

A resposta que a dupla dá é direta: a Mauricio de Sousa Produções segue com gestão familiar e não larga o impresso, mas amplia a presença digital e física da marca. Segundo Mauro Sousa, o trunfo dos sessenta anos de história foi a postura do pai de não temer o novo.

A Turma da Mônica nasceu em 1959, com as tirinhas do cachorrinho Bidu

Mauricio de Sousa publicou sua primeira tira em jornal em 18 de julho de 1959, com o cachorro Bidu e o dono Franjinha, segundo o histórico levantado pela revista Recreio. Foi o início de uma carreira que, quase sete décadas depois, segue de pé.

Mônica, a personagem que hoje dá nome à marca inteira, ainda nem existia naquele momento. Ela só chegaria às histórias quatro anos mais tarde, em outra fase da carreira do cartunista.

Estátua do personagem Horácio, da Turma da Mônica, em parque temático
Estátua do personagem Horácio, da Turma da Mônica, num parque com esculturas dos quadrinhos. Foto: GualdimG/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Mônica ganhou o nome da filha de Mauricio, que tinha 2 anos em 1963

Em 1963, Mauricio criou uma personagem inspirada na própria filha, que tinha 2 anos na época, e batizou a garota de Mônica. Ela estreou como coadjuvante numa tira do Cebolinha no jornal Folha da Manhã, de acordo com a Recreio.

Só depois Mônica assumiu o centro das histórias, ao lado de Cebolinha, Cascão e Magali, até virar a personagem mais forte da turma, a ponto de dar nome à marca inteira décadas depois.

A revista própria da Turma da Mônica chegou às bancas em maio de 1970

A Turma da Mônica ganhou revista própria em maio de 1970, um marco que consolidou o grupo de personagens como publicação independente, e não mais só tiras avulsas espalhadas em jornal.

Foi esse gibi que formou gerações de leitores no Brasil e projetou a marca para além dos quadrinhos, o mesmo movimento que os herdeiros de Mauricio dizem seguir hoje, em outra escala e com outras ferramentas.

Quem são Mauro Sousa e Rafael Piccin, filho e genro de Mauricio de Sousa?

Mauro Sousa é filho de Mauricio de Sousa e ocupa hoje o cargo de diretor-executivo da MSP Estúdios, braço da Mauricio de Sousa Produções. Rafael Piccin é marido de Mauro e, portanto, genro do criador da Turma da Mônica.

Os dois contaram à Quem que dividem responsabilidades importantes dentro da empresa que o sogro e pai fundou, numa estrutura que a própriA coluna descreve como gestão familiar.

Qual é o cargo de Rafael Piccin na Mauricio de Sousa Produções?

Rafael Piccin é diretor de experiências físicas e sensoriais da MSP. Segundo Mauro, é ele quem toca hoje boa parte da operação da empresa no dia a dia, incluindo eventos com os personagens.

Rafael descreve o próprio trabalho como live experience: levar crianças e famílias para terem contato direto com os personagens, fora das páginas do gibi.

Estátuas de personagens da Turma da Mônica enfileiradas em parque público
Estátuas de personagens da Turma da Mônica num parque temático dedicado aos quadrinhos. Foto: GualdimG/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Mauro Sousa diz que a Turma da Mônica não pode ter medo da tecnologia

"A gente nunca pode ter medo da tecnologia, da modernidade", disse Mauro Sousa à Quem, ao explicar a visão que herdou do pai sobre como tocar a marca hoje em dia.

Segundo ele, a Turma da Mônica segue presente no físico, com gibis e eventos, mas também investe em conteúdo para redes sociais, para não perder contato com crianças que já nasceram no digital.

A marca aposta em eventos e espetáculos físicos ao lado do digital

Rafael Piccin contou que sua função inclui espetáculos, plataformas digitais e até um escorregador gigante inflável com os personagens da turma, como forma de aproximar diferentes gerações de fãs.

"Isso é superimportante", disse Rafael sobre unir quem acompanhou a Turma da Mônica quando criança com quem descobre os personagens agora, muitas vezes primeiro pela tela do celular.

Estátua de personagem da Turma da Mônica em área de playground de parque público
Estátua de um dos personagens da Turma da Mônica numa área de playground de parque temático. Foto: GualdimG/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Para Mauro Sousa, o trunfo dos sessenta anos foi a coragem de arriscar

"Acho que o trunfo desse sucesso de 60 anos foi justamente a postura do meu pai de não ter medo do novo, de se arriscar e se posicionar de acordo com o que acontece no mundo", declarou Mauro à Quem.

Para ele, a intenção da MSP é estar presente em todas as plataformas de entretenimento, sem ficar de fora de nenhum movimento relevante do setor de conteúdo infantil.

Os "sessenta anos" citados por Mauro somam um recorte específico da história da marca

A conta de Mauro Sousa não fecha exata quando comparada a cada marco da trajetória: as primeiras tirinhas de Mauricio são de 1959, a criação de Mônica é de 1963, e a revista própria só chegou às bancas em 1970, segundo o histórico da Recreio.

Ou seja, os "60 anos" citados por Mauro funcionam como uma referência arredondada ao sucesso da marca, não como uma data fechada, já que a Turma da Mônica tem mais de um marco de nascimento possível, a depender do critério escolhido.

Mauricio de Sousa Produções segue com gestão familiar e expansão além do impresso

Hoje, a Mauricio de Sousa Produções segue como empresa de gestão familiar, com Mauro Sousa e Rafael Piccin à frente de áreas estratégicas ao lado de Mauricio, criador da Turma da Mônica.

A aposta declarada pelos dois é continuar levando os personagens para eventos, espetáculos e redes sociais, na tentativa de manter viva, para as novas gerações, uma marca que já atravessa décadas, como também mostra a trajetória de outro nome que deixou um legado guardado pela própria família.

Quem cresceu lendo gibi da Turma da Mônica costuma sentir esse tipo de nostalgia diante de qualquer novidade da marca, sentimento parecido com o que ronda outros retornos de programas que marcaram a infância na televisão brasileira e reencontros como o de Cacau Protásio revivendo uma personagem de novela de sucesso.

Você ainda lê gibi da Turma da Mônica ou só encontra a turma pelas redes sociais e nos eventos? Deixe sua opinião nos comentários.

Espaço de anúncio

Mais do Watts & Wild

Mais em Famosos e TV →

O que está bombando, uma vez por dia

Sem spam. Só o que viralizou no Brasil, checado e explicado, direto no seu e-mail.