Chico Pinheiro passou por duas cirurgias e dias de UTI por causa de um câncer no intestino, e a pergunta bem-humorada que ele fez à equipe médica revelou o resultado dos exames
O jornalista Chico Pinheiro encerrou, na sexta-feira (18), o tratamento contra um câncer de intestino descoberto em maio, depois de duas cirurgias e de dias internado na UTI.
O jornalista Chico Pinheiro, ex-apresentador da Globo, terminou o tratamento contra um câncer de intestino descoberto em maio, depois de duas cirurgias e dias internado na UTI. Fez 12 ciclos de quimioterapia no Hospital do Coração, em São Paulo, e ouviu da equipe médica, na sexta-feira (18), que os exames não mostraram sinal da doença.
Chico Pinheiro, jornalista e ex-apresentador da Globo, encerrou o tratamento contra um câncer de intestino. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/Wikimedia Commons.
Chico Pinheiro encerrou o tratamento contra um câncer de intestino nesta sexta-feira (18), depois de completar 12 ciclos de quimioterapia no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. O jornalista recebeu a confirmação de que os exames estão limpos, sem sinal da doença.
A informação foi publicada pelo Tupi FM neste sábado (19), com base no anúncio médico e nas publicações do próprio jornalista nas redes sociais sobre o fim do tratamento.
Chico Pinheiro está curado do câncer de intestino diagnosticado em maio. A equipe médica do Hospital do Coração confirmou, na sexta-feira (18), que os exames não mostram mais nenhum sinal da doença, depois de duas cirurgias, uma internação na UTI e 12 ciclos de quimioterapia.
O diagnóstico veio numa entrevista com Zeca Baleiro
Chico Pinheiro revelou o câncer de intestino em maio, durante uma entrevista ao músico Zeca Baleiro. Foi naquela conversa que o jornalista contou publicamente o diagnóstico pela primeira vez.
Depois da revelação, ele passou pela primeira cirurgia para retirar o tumor. A internação seguinte durou cerca de um mês, segundo o relato reproduzido pelo Tupi FM.
A primeira cirurgia tirou o tumor, mas trouxe outro problema
A remoção do tumor não encerrou o tratamento. Depois do procedimento, Chico Pinheiro desenvolveu uma aderência intestinal, complicação comum após cirurgias abdominais.
Essa aderência forçou uma nova intervenção, e foi aí que o quadro do jornalista ficou mais delicado dentro do hospital.
Por que a segunda cirurgia foi mais invasiva?
A aderência intestinal exigiu um procedimento descrito como mais invasivo do que o primeiro. Depois dessa segunda cirurgia, Chico Pinheiro precisou de monitoramento na UTI.
Esse foi o trecho mais duro da jornada, com o jornalista internado sob observação médica intensiva antes de seguir para a fase de quimioterapia.
Doze ciclos de quimioterapia no Hospital do Coração
Depois de sair da UTI, Chico Pinheiro iniciou a quimioterapia no Hospital do Coração, em São Paulo. Ao todo, foram 12 ciclos até a equipe médica considerar o tratamento concluído.
O caminho lembra o de outros pacientes que passam por tratamentos longos contra o câncer, como mostrou um estudo recente sobre um novo remédio testado contra o mieloma múltiplo.
O sino que Chico Pinheiro tocou na saída do hospital
Ao concluir o último ciclo, Chico Pinheiro compartilhou nas redes sociais o momento em que tocou o sino do hospital, tradição usada para marcar o fim de tratamentos oncológicos.
Foi nesse mesmo registro que o jornalista citou o escritor João Guimarães Rosa para falar sobre a experiência de encarar a doença.
"O importante é ser paciente e não desistir nunca"
Ao comentar a citação a Guimarães Rosa, Chico Pinheiro resumiu o aprendizado da jornada em uma frase direta: "o importante é ser paciente e não desistir nunca".
A fala reforça o tom que o jornalista deu ao anúncio, tratando a cura como resultado de um processo longo, não de uma virada rápida.
Por que médicos recomendam colonoscopia a partir dos 45 anos?
A equipe médica que tratou Chico Pinheiro reforçou, no anúncio, a importância de exames preventivos a partir dos 45 anos. Segundo os especialistas, a colonoscopia foi decisiva para conter a doença antes de um estágio mais avançado.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, mantém informações públicas sobre o câncer de intestino e reforça o papel do diagnóstico precoce no tratamento da doença.
O pedido de Chico Pinheiro por colonoscopia no SUS
No mesmo anúncio, Chico Pinheiro defendeu a ampliação do acesso a exames preventivos pelo sistema público de saúde. "Desejo que o país evolua para que, pelo SUS, todos tenham direito a uma colonoscopia rápida, evitando complicações", disse o jornalista.
A fala amplia o alcance do relato: Chico Pinheiro não falou só da própria experiência, mas pediu que o exame que ajudou a salvar a vida dele chegue com mais agilidade a quem depende do sistema público de saúde no Brasil.
O que o anúncio não muda: a rotina de acompanhamento continua
A confirmação de exames limpos é uma notícia boa, mas não significa o fim do acompanhamento médico. Pacientes que superam um câncer de intestino costumam manter consultas e exames periódicos por anos.
Essa parte da rotina segue apenas entre Chico Pinheiro e a equipe médica que o acompanhou desde o diagnóstico, em maio.
Chico Pinheiro retoma a rotina após meses de tratamento
Com os exames confirmando a ausência da doença, Chico Pinheiro fecha um ciclo que começou em maio, com o diagnóstico, e passou por duas cirurgias, UTI e quimioterapia até a sexta-feira (18). O jornalista, que já dividiu bastidores de telejornal com nomes como outros profissionais que também viveram mudanças recentes na carreira, volta agora à rotina fora do hospital.
Você acha que histórias como a de Chico Pinheiro ajudam a convencer mais gente a fazer a colonoscopia depois dos 45 anos? Deixe sua opinião nos comentários.



