Esporte

Flávia Saraiva chega para a última prova do dia na etapa da Hungria com duas medalhas de ouro garantidas e o resultado diante de uma rival dos Estados Unidos se decide por 0,033 ponto

Na etapa húngara da Copa do Mundo de ginástica artística, em Szombathely, a brasileira Flávia Saraiva fechou o fim de semana com ouro nas barras assimétricas, ouro na trave ao lado de Rebeca Andrade e prata no solo, enquanto a companheira de seleção Lorrane Oliveira também subiu ao pódio da mesma prova, com o bronze.

Flávia Saraiva Copa do Mundo: flávia Saraiva, medalhista na Copa do Mundo de ginástica, durante apresentação na trave pela seleção brasileira

Flávia Saraiva em apresentação de ginástica artística pela seleção brasileira. Foto: Miriam Jeske/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br).

A ginasta carioca Flávia Saraiva encerrou neste domingo, 20 de setembro, a etapa húngara da Copa do Mundo de ginástica artística com três medalhas em três finais disputadas em Szombathely. No sábado, ela já tinha cravado o ouro nas barras assimétricas, com nota 13.366.

Segundo o Metrópoles, em matéria publicada neste domingo, Flávia fechou o dia com ouro na trave e prata no solo. A colega de seleção Lorrane Oliveira ficou com o bronze na mesma prova de solo.

O Brasil terminou o domingo com uma dobradinha de ouro e prata na trave, e mais uma dobradinha, dessa vez de prata e bronze, no solo. Na trave, Flávia cravou 13.766 e ficou à frente de Rebeca Andrade, que fez 13.600.

No solo, ela chegou a 13.433, atrás apenas da nota 13.466 da americana Dulcy Caylor, enquanto Lorrane fechou com 12.933. As três finais fizeram parte da etapa de Szombathely, uma das paradas da temporada 2026 da Copa do Mundo de ginástica artística.

Copa do Mundo chegou a Szombathely com o Brasil escalado para três finais

A etapa de Szombathely reuniu ginastas de vários países para disputar aparelhos individuais dentro do calendário 2026 da Copa do Mundo de ginástica artística. O Brasil levou Flávia Saraiva, Rebeca Andrade e Lorrane Oliveira para as finais de trave e solo, depois de qualificações no início do fim de semana.

Flávia chegou à etapa como um dos principais nomes da ginástica brasileira, com passagem pelo Flamengo, clube que também vive boa fase no futebol. O resultado na Hungria confirmou a fase boa da atleta, que somou três pódios em três provas diferentes.

Nas barras assimétricas, Flávia cravou nota 13.366 e fechou o primeiro dia na liderança

No sábado, 19 de setembro, Flávia disputou a final das barras assimétricas e levou o ouro com nota 13.366, conforme divulgado pelo site oficial dos Jogos Olímpicos. Foi a primeira medalha dela na etapa húngara e abriu o fim de semana positivo da ginástica brasileira na Hungria.

A vitória nas barras colocou Flávia na briga por mais duas medalhas já classificada para as finais de trave e solo, que aconteceriam no dia seguinte. Ela chegou ao domingo, portanto, como a ginasta brasileira com mais chance de repetir o ouro.

Por que a final de solo ficou tão apertada entre Brasil e Estados Unidos?

A final de solo reuniu ginastas de vários países, mas a disputa pelo topo do pódio ficou mesmo entre Flávia Saraiva e a americana Dulcy Caylor. Ambas fizeram séries limpas, sem quedas nem passos fora do tablado, o que deixou o resultado nas mãos dos décimos de nota.

A diferença final foi de apenas 0,033 ponto, com Dulcy Caylor levando o ouro com 13.466 e Flávia ficando com a prata em 13.433. É uma das margens mais apertadas do circuito internacional de ginástica em 2026.

Rebeca Andrade errou o equilíbrio, cravou 13.600 e completou a dobradinha de prata

Na trave, quem se apresentou primeiro entre as brasileiras foi Rebeca Andrade. Segundo a reportagem sobre a dobradinha na trave, ela executou corretamente os elementos de dificuldade da série, mas teve um desequilíbrio visível e fechou a nota em 13.600, suficiente para a prata.

Flávia entrou depois e fez uma série sem erros, o que a levou a 13.766 e ao ouro. Foi a segunda vez na temporada que as duas dividem o pódio da trave em uma etapa da Copa do Mundo.

Rebeca Andrade sorrindo com medalha no pescoço durante premiação de ginástica artística
Rebeca Andrade em premiação da seleção brasileira de ginástica artística. Foto: Sarah Ladot/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Lorrane abriu a final de solo ao som de Missão Impossível e fechou com 12.933

Lorrane Oliveira, também do Flamengo, foi a primeira brasileira a entrar no tablado na final de solo em Szombathely. Ela se apresentou ao som do tema de Missão Impossível e teve apenas uma passada acrobática com o pé fora do aparelho, o que reduziu a nota.

Mesmo com a pequena falha, a nota de 12.933 garantiu o bronze para Lorrane, que soma mais um pódio internacional à carreira iniciada quando criança no próprio Flamengo.

Ginasta brasileira em movimento no solo durante competição internacional de ginástica artística
Ginástica artística brasileira em competição internacional. Foto: Agência Brasil Fotografias/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Flávia dançou Homem com H e Asa Branca e chegou a 13.433 no solo

Depois de Lorrane, foi a vez de Flávia Saraiva se apresentar na final de solo. Ela escolheu uma trilha com as canções brasileiras "Homem com H" e "Asa Branca" para embalar a série, cravou todas as sequências acrobáticas e de dança e assumiu a liderança provisória com 13.433.

A apresentação manteve o padrão técnico que Flávia já tinha mostrado nas barras e na trave no mesmo fim de semana, mas não foi suficiente para segurar a liderança até o fim da prova.

Flávia Saraiva realizando salto mortal durante apresentação no solo em competição de ginástica artística
Flávia Saraiva durante série no solo em competição internacional de ginástica artística. Foto: Danilo Borges/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br).

A americana Dulcy Caylor tirou o ouro do Brasil por apenas 0,033 ponto

A última ginasta a entrar no tablado foi a americana Dulcy Caylor. Sua série também saiu limpa, sem erros visíveis, e a nota final ficou em 13.466, três centésimos acima da marca de Flávia.

Foi essa diferença mínima que tirou o ouro do Brasil na última prova do fim de semana em Szombathely e fechou o quadro de medalhas da etapa húngara com um ouro, uma prata e um bronze para a ginástica brasileira só no domingo.

O detalhe que separa o ouro da prata numa prova de décimos

Na ginástica artística, a diferença entre o topo do pódio e o segundo lugar quase sempre está em detalhes de execução que só o júri percebe de perto: um pé levemente fora da linha, um ângulo de braço, uma fração de segundo na aterrissagem.

Não há um erro isolado a apontar na série de Flávia, e as fontes consultadas não relatam nenhuma falha visível na apresentação dela. Vale lembrar ainda que essa foi uma etapa da Copa do Mundo, competição diferente do Campeonato Mundial de ginástica, que tem peso próprio no ranking das atletas.

Quando a seleção brasileira de ginástica volta a competir?

A Confederação Brasileira de Ginástica ainda não marcou data para a próxima etapa depois de Szombathely. O histórico de Flávia em Campeonatos Mundiais oficiais mostra uma trajetória de crescimento: 24º lugar na geral em 2015 e 8º em 2018.

O primeiro pódio só veio em 2023, quando o Brasil ganhou a primeira medalha por equipes da história do país em Mundiais, a prata, com Flávia também levando o bronze individual no solo. Em 2025, no Mundial de Jakarta, ela ficou em 4º lugar na trave, de fora do pódio por pouco.

É o mesmo tipo de margem apertada que voltou a aparecer agora no solo da Copa do Mundo da Hungria, num fim de semana que também teve o Flamengo em campo pelo futebol. Na sua opinião, o Brasil deveria priorizar a briga pelo ouro individual ou pela medalha por equipes até a próxima Olimpíada? Deixe sua opinião nos comentários.

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