Brasil atropela a Argentina no Maracanãzinho, fecha invicto o Sul-Americano de vôlei sem perder nenhum set e crava a vaga olímpica para Los Angeles 2028 dois anos antes da estreia
No domingo (20), a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei bateu a Argentina por 3 sets a 0 no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e fechou o Sul-Americano 2026 sem perder uma partida.
Jogadores da Seleção Brasileira comemoram um título de vôlei masculino no Maracanãzinho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (CC BY 3.0 br), imagem de arquivo do ginásio.
A Seleção Brasileira de Vôlei fechou a fase única do Sul-Americano 2026 com cinco vitórias em cinco jogos, venceu a Argentina por três sets a zero na final, viu Darlan marcar 23 pontos e cravou no Maracanãzinho a vaga direta para Los Angeles 2028 dois anos antes da estreia
O Brasil venceu a Argentina por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/23 e 25/20, na final do Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei 2026, neste domingo (20), no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
O oposto Darlan foi o nome do jogo: fechou a partida com 23 pontos, todos de ataque, e comandou a reação que abriu 21 a 18 no terceiro set decisivo.
Segundo o Metrópoles, em reportagem publicada neste domingo, o time comandado por Bernardinho encerrou o torneio de forma invicta, com cinco vitórias em cinco jogos e sem perder um set sequer na campanha inteira. A informação foi confirmada também pelo portal O Tempo e pelo site Web Vôlei, que acompanharam a decisão ao vivo direto do Maracanãzinho.
O título do Sul-Americano não rendeu só o troféu. Pelo regulamento da competição, o campeão continental garante vaga automática nos Jogos Olímpicos, e o Brasil cravou o lugar em Los Angeles 2028 com quase dois anos de antecedência, sem depender de repescagem nem de ranking mundial.
O terceiro set foi onde Darlan decidiu o título
Brasil e Argentina chegaram empatados no placar de sets até o momento em que o jogo esquentou de verdade. No terceiro set, Darlan puxou uma sequência de pontos de ataque que tirou a Argentina do jogo e abriu uma vantagem de 21 a 18 para o Brasil, segundo o relato do Web Vôlei sobre a partida.
A vantagem não foi mais ameaçada. O Brasil fechou o set em 25 a 20 e confirmou o 3 a 0, encerrando a decisão em pouco mais de uma hora de jogo, dentro de uma arena lotada de torcida brasileira.
Darlan fechou a partida com 23 pontos, o dobro do reserva mais próximo
O oposto foi o artilheiro isolado da decisão, com 23 pontos marcados só de ataque, segundo o Metrópoles e o O Tempo. Nenhum outro jogador brasileiro chegou perto desse número na partida.
Lucarelli e Adriano também apareceram entre os destaques do time, segundo o Metrópoles, mas foi Darlan quem carregou o ataque nos momentos mais tensos do terceiro set, quando a Argentina ainda tentava reagir.
A campanha começou com um susto contra o Chile
O caminho do Brasil no Sul-Americano não foi só passeio. Na estreia, a seleção só fechou o primeiro set contra o Chile em 25 a 23, um placar apertado para o favorito ao título, antes de vencer os outros dois sets com folga e fechar em 3 a 0.
Depois do sinal de alerta na abertura, o time entrou em ritmo de rolo compressor pelo resto da fase única, sem deixar nenhum outro adversário chegar perto de um set.
Bolívia e Colômbia caíram sem resistir à seleção brasileira
Contra a Bolívia, o Brasil goleou por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/13 e 25/16, a vitória mais tranquila da campanha até aquele momento. A diferença de nível entre as seleções ficou evidente em quadra.
Na sequência, a Colômbia também caiu por 3 a 0, com sets de 25/23, 25/14 e 25/16. O primeiro set equilibrado deu um sinal de resistência, mas o time brasileiro fechou os dois seguintes com facilidade.
A Venezuela foi o último teste antes da decisão contra a Argentina
Na quarta rodada, o Brasil venceu a Venezuela por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/14 e 25/19, mantendo os cem por cento de aproveitamento e a marca de nenhum set perdido até ali.
Com o resultado, a seleção chegou embalada para o confronto direto com a Argentina, que também vinha de campanha forte e sabia que só um título tiraria o favoritismo brasileiro.
Por que o título do Sul-Americano garante vaga direta para Los Angeles 2028?
A resposta está no regulamento da própria competição. O Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei 2026 funcionou como o pré-olímpico continental: as seis seleções da América do Sul se enfrentaram em turno único, e o critério de classificação seguiu vitórias, depois pontos por resultado, depois sets e razão de pontos, segundo o formato descrito pelo O Tempo.
Quem terminasse na primeira posição da tabela levava o título e, junto com ele, a vaga automática para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Como o Brasil venceu os cinco jogos que disputou, fechou em primeiro e embolsou o direito à vaga direta, sem precisar de mais nenhuma etapa classificatória.
O 34º título sul-americano encerra o jejum de três anos
A conquista deste domingo foi a 34ª taça do Brasil em 35 edições do Sul-Americano, segundo o Web Vôlei, um retrospecto que mostra o tamanho do domínio da seleção masculina na América do Sul desde que o torneio existe.
O título também devolveu a taça para o Brasil depois de a Argentina ter vencido a edição de 2023, quebrando uma sequência brasileira e criando a rivalidade que ficou mais forte na decisão deste domingo.
A Argentina não saiu de mãos vazias da decisão
Vice-campeã com 12 pontos na tabela geral, contra os 15 do Brasil, a Argentina garantiu vaga no Campeonato Mundial de 2027, que será disputado nos Estados Unidos e no Canadá entre 10 e 26 de setembro daquele ano, segundo o Web Vôlei.
A vaga olímpica direta, porém, ficou só com o campeão. A seleção argentina ainda terá outras duas oportunidades de carimbar o passaporte para Los Angeles 2028 pelo caminho mundial, mas terá de disputar cada uma delas.
Como ainda funciona a briga por vaga olímpica no vôlei masculino?
Além da vaga do campeão de cada torneio continental, como a que o Brasil já cravou, o vôlei masculino de Los Angeles 2028 vai reservar lugares para o país-sede dos Jogos, para o resultado do Campeonato Mundial de 2027 e para um torneio de repescagem mundial, disputado por quem ficou de fora nas demais rotas.
É por essas vias que seleções como a própria Argentina, cotovelo a cotovelo com o Brasil na América do Sul, ainda vão brigar pela vaga que o time brasileiro já garantiu com dois anos de antecedência.
Vaga carimbada não é troféu antecipado em Los Angeles
O título de domingo garante presença na Olimpíada, não uma medalha. Entre a conquista do Sul-Americano e a estreia em Los Angeles, em 2028, o Brasil ainda vai disputar a Liga das Nações e o Mundial de 2027.
Essas competições vão medir a força real do time contra as principais potências do vôlei mundial, caso dos Estados Unidos, da Polônia e da Itália.
O elenco que vai a Los Angeles também pode mudar bastante até lá: dois anos de calendário são tempo suficiente para lesões, aposentadorias e novos nomes surgirem, como já aconteceu em ciclos olímpicos anteriores da seleção masculina.
Próximo desafio da Seleção já tem data marcada
Com a vaga olímpica garantida, o calendário do vôlei masculino brasileiro segue em 2027 com a Liga das Nações e, na sequência, o Campeonato Mundial, marcado para os Estados Unidos e o Canadá entre 10 e 26 de setembro daquele ano.
Até lá, o holofote sul-americano fica com esse título conquistado no Maracanãzinho, o quinto jogo sem perder um set sequer e os 23 pontos de Darlan que decidiram a final contra a Argentina.
Assim como Flávia Saraiva levou a ginástica brasileira ao pódio no Mundial e a Seleção Brasileira de futebol renovou o elenco por lesão, o vôlei mostra que o esporte nacional segue de olho em 2028. Quem seguiu a arrancada do Vasco sub-20 na Copa do Brasil viu o mesmo tipo de campanha impecável.
Você acha que o Brasil chega em Los Angeles 2028 como favorito ao ouro do vôlei masculino? Deixe sua opinião nos comentários.



