Seis mulheres contam como abriram espaço nas redações da Bahia em um documentário selecionado para festival no Espírito Santo e para um programa de cinema em escolas da Ucrânia
Documentário reúne seis mulheres do jornalismo baiano e será exibido no FestCine Pedra Azul, no Espírito Santo, em 26 de setembro.
O documentário sobre mulheres do jornalismo baiano reúne seis profissionais e será exibido no FestCine Pedra Azul, no Espírito Santo, em 26 de setembro. A produção também foi selecionada para o ICJ International Film Award, na Ucrânia, onde integra um programa de cinema com previsão de alcançar cem escolas ucranianas.
Jornalistas retratadas em Entre a Caneta e o Poder: Mulheres no Jornalismo da Bahia. Divulgação/Tia Maria Filmes.
O documentário "Entre a Caneta e o Poder: Mulheres no Jornalismo da Bahia" entrou na seleção oficial do 8º FestCine Pedra Azul, mostra de cinema realizada em Domingos Martins, no Espírito Santo. A exibição está marcada para o sábado, dia 26 de setembro de 2026, a partir das 9h, na Sala Malu Mader, dentro do Hotel Vista Azul.
As informações foram publicadas pelo Correio, de Salvador, em 21 de setembro de 2026. Dirigido por Daniel Talento, o longa reúne depoimentos de jornalistas que romperam barreiras nas redações baianas a partir da década de 1970, entre elas Joana D'Arck, Isabel Santos, Mônica Bichara e Jaciara Santos, que devem participar do festival.
A seleção para o festival ucraniano foi anunciada em maio. O filme entrou no ICJ International Film Award 2026 e no programa Cinema nas Escolas, com previsão de chegar a 100 escolas. Em setembro, a próxima sessão anunciada é no FestCine Pedra Azul, no Espírito Santo.
Documentário baiano concorre na mostra competitiva do FestCine Pedra Azul
O 8º FestCine Pedra Azul acontece em 25 e 26 de setembro, em Domingos Martins, na região serrana do Espírito Santo. O filme de Daniel Talento foi selecionado para a mostra competitiva.
A seleção confirma o alcance do filme fora da Bahia, num festival que reúne produções de diferentes países na região serrana capixaba. Casos assim lembram outras estreias em festivais menores que abriram porta para produções brasileiras, como a da ex-BBB Alane Dias como atriz num festival de cinema em Brasília.
Exibição acontece no sábado, dia 26, às 9h, na Sala Malu Mader
A sessão do documentário está marcada para o sábado (26), a partir das 9h, na Sala Malu Mader, dentro do Hotel Vista Azul, em Domingos Martins. O horário matinal integra a programação da mostra competitiva do festival.
Joana D’Arck, Isabel Santos, Mônica Bichara e Jaciara Santos devem participar do festival, segundo o Correio. A sessão permite ao público acompanhar os depoimentos dessas profissionais e de outras duas jornalistas retratadas no longa.
Quem são as jornalistas retratadas no documentário?
O filme reúne os relatos de Joana D'Arck, Isabel Santos, Mônica Bichara, Jaciara Santos, Carmela Talento e Mariluce Moura, jornalistas que atuaram em redações da Bahia a partir da década de 1970. Há também a participação especial do jornalista e escritor Emiliano José.
Os depoimentos e o material de arquivo reconstituem a presença dessas mulheres no jornalismo baiano. O filme trata das barreiras que elas encontraram para trabalhar em editorias ocupadas principalmente por homens.
Mulheres ocuparam editorias de política, polícia, esporte e economia
A partir da década de 1970, jornalistas mulheres começaram a ocupar espaços das redações baianas até então dominados por homens, como as editorias de política, polícia, esporte e economia. O documentário registra essa mudança pela voz de quem viveu o processo.
O filme situa essa entrada num período de censura e repressão da ditadura militar, quando o jornalismo político era vigiado de perto. Trabalhar nessas editorias, sendo mulher, significava enfrentar dois obstáculos ao mesmo tempo.
Daniel Talento assina direção, roteiro e parte da fotografia
Daniel Talento dirigiu, roteirizou e assina parte da direção de fotografia do documentário, ao lado de Ruan Souza. A produção é de Roger Cunha, com produção executiva de Karen Zardi e produção associada de Erica Iotty.
"Ver o filme circular em grandes festivais nacionais é a validação de que o cinema documental focado na verdade e na memória tem uma força universal", disse Daniel Talento, diretor do documentário, em declaração publicada pelo Correio.
Documentário concorre ao ICJ International Film Award, na Ucrânia
Além da mostra no Espírito Santo, o documentário está entre as obras selecionadas para o ICJ International Film Award 2026, realizado na Ucrânia. A seleção ucraniana recebeu mais de 2.500 obras inscritas de diferentes países.
O filme também passou a integrar o programa Cinema nas Escolas, que leva produções selecionadas a salas de aula. Na Ucrânia, a iniciativa alcança 100 escolas, segundo a organização do festival, conforme confirmou também a Bahia Notícias.
Seleção na Ucrânia foi anunciada em maio
A seleção na Ucrânia foi anunciada em maio, meses antes da notícia sobre o festival capixaba. O ICJ International Film Award recebeu mais de 2.500 inscrições, segundo as informações divulgadas sobre a participação do documentário.
O programa Cinema nas Escolas prevê a circulação da produção em 100 escolas ucranianas. Assim, a história das jornalistas da Bahia também foi escolhida para uma iniciativa voltada ao público escolar.
História de Carmela Talento inspirou o filho a dirigir o filme
A origem do projeto também passa pela família do diretor. Daniel Talento é filho de Carmela Talento, uma das jornalistas que aparecem no documentário, e partiu dessa proximidade para desenvolver o filme.
A trajetória de Carmela se junta à de outras cinco profissionais. Ao reunir essas memórias, a produção acompanha experiências de trabalho que atravessam diferentes redações e fases do jornalismo baiano.
Documentário segue no circuito de festivais depois da mostra no ES
A próxima exibição anunciada pelo Correio é a sessão de 26 de setembro, a partir das 9h, na Sala Malu Mader do Hotel Vista Azul. O filme também foi selecionado para o 9º Sesc Panorama do Cinema Baiano.
Na sua opinião, esse tipo de documentário sobre jornalismo regional merece mais espaço em festivais e no circuito comercial brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários.



