Túmulo escondido sob o Tesouro de Petra foi achado num estudo sobre enchentes
Um túmulo escondido em Petra, na Jordânia, fica debaixo da fachada do Tesouro, o Al-Khazneh que virou um dos cartões-postais do país. Em 2024, uma equipe encontrou ali 12 esqueletos ainda na posição em que foram enterrados. A descoberta ficou escondida por séculos e só apareceu porque os pesquisadores procuraram um vazio sob a rocha.
Imagem: Ankur P/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Como o túmulo escondido em Petra foi achado
A equipe não começou cavando às cegas. Antes, fez um levantamento sem escavar, com radar de solo e medição eletromagnética, que apontou câmaras subterrâneas prováveis. Só depois veio a escavação. Em vez de atacar a rocha de cima para baixo, os trabalhadores cavaram à mão pelo lado de fora.
O levantamento também não nasceu com a meta de achar túmulos. No início, ele foi pensado para avaliar a necessidade de controle de enchentes na área. Foi nesse trabalho que o radar mostrou o vazio. O pesquisador Richard Bates, da Universidade de St Andrews, fez parte da equipe, e a escavação foi planejada e feita pelo Departamento de Antiguidades da Jordânia junto com o ACOR, centro de pesquisa americano que atua no país.
Quem foi enterrado e quando
Um dos esqueletos segurava a parte de cima de um jarro quebrado, que, mais provavelmente, é do século I a.C. A datação feita com amostras de sedimento das paredes do túmulo aponta para um intervalo entre meados do século I a.C. e o início do século II d.C. Essas são estimativas, não uma data exata, e por isso o intervalo é amplo.
Os cientistas acham mais provável que a câmara tenha sido construída como mausoléu e cripta no começo do século I d.C., para o rei Aretas IV. Ou seja, o túmulo pode ter sido feito para alguém da realeza, e não para um morador comum. Isso ajuda a explicar por que ele fica tão perto do monumento mais famoso da cidade.
O que o achado muda para entender os nabateus
O Tesouro foi esculpido há cerca de 2 mil anos pelo Reino Nabateu, e a finalidade exata do monumento ainda não está clara. Bates disse que poucos enterros nabateus completos do início do período tinham sido recuperados em Petra antes. Por isso, o túmulo pode ajudar a entender como a cidade surgiu e quem foram os nabateus, o povo que construiu a cidade.
Para quem gosta de roteiro com paisagem forte, vale lembrar que o Brasil também tem destinos assim, como as Cataratas do Iguaçu e a Serra do Amolar, no Pantanal.
Quem pensa em visitar Petra deve conferir antes, com o Departamento de Antiguidades da Jordânia, quais áreas estão abertas ao público. O local continua em estudo, e a pesquisa sobre o túmulo ainda não terminou.
Fonte: en.wikipedia.org.


