Farol de Santa Marta pisca para o mar em Laguna há mais de um século e segue aceso
O Farol de Santa Marta começou a funcionar em 11 de junho de 1891, às 17h06, e segue aceso sobre Laguna, no sul de Santa Catarina. A luz alcança cerca de 85 quilômetros à noite, com tempo limpo. Para uma torre com mais de 130 anos de uso, esse número ainda impressiona.
Imagem: Felipe Skroski from Wellington, New Zealand/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Como a torre virou referência na costa
Os franceses Barbier Bernard e Turenne projetaram o farol. Antes dele, a região era uma vila de pescadores. Com a luz acesa, a torre passou a servir de aviso para quem navegava perto da costa e, com o tempo, virou um dos principais símbolos turísticos da cidade.
Ela não é só um monumento parado. A torre continua em uso e faz parte da rotina de navegação da região, algo que muita gente só percebe quando conhece o lugar de perto.
O que significam 46 milhas e 22 milhas
Os alcances do farol são medidos em milhas náuticas, e cada milha dessas tem 1,852 quilômetro. Por isso, 46 milhas náuticas dão cerca de 85 quilômetros de alcance luminoso à noite. De dia, com céu limpo, a torre é vista a 22 milhas, o que dá cerca de 40,7 quilômetros.
Para quem está no mar, essa distância faz diferença. A luz aparece muito antes de a costa ficar visível, e o marinheiro ganha tempo para se orientar. A torre tem 29 metros de altura e fica num ponto elevado, com o foco da luz a 74 metros acima do nível do mar. Por dentro, uma escada em espiral com 142 degraus leva ao alto.
A lâmpada, a lente e a luz que pisca
Dentro da torre fica a câmera de luz, formada por cerca de 300 cristais, com 2,66 metros de diâmetro e 3 metros de altura. A lâmpada tem 1000 watts. O conjunto não emite luz contínua. O padrão é de três lampejos a cada 30 segundos, e esse ritmo é o que ajuda o navegante a reconhecer o farol de longe.
Desde 1941, o sistema que acende a lâmpada e gira a grande redoma de cristal é elétrico. A mudança não alterou o papel da torre. Ela segue guiando barcos e dando apoio à navegação, com a mesma estrutura de 1891.
Quem cuida do farol hoje
A operação e a manutenção ficam com a Marinha do Brasil. Por isso, o acesso ao farol segue regras próprias, e não basta chegar e subir. Segundo a imprensa local, a visita é permitida até a base da estrutura, e o interior da torre costuma ficar restrito.
Para quem gosta de vida marinha, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina já destacou o farol como ponto de observação de baleias francas. Se o assunto é baleia no litoral brasileiro, vale ler também o caso das baleias jubarte no litoral do Rio de Janeiro.
Como chegar e o que checar antes
O farol fica a cerca de 20 quilômetros do centro de Laguna, em direção ao sul. O trajeto passa por estrada e por travessia de balsa, então o tempo de viagem muda conforme o ponto de partida e o horário.
Antes de sair de casa, o passo mais útil é checar com a Marinha ou com a prefeitura de Laguna se o acesso à base está liberado naquele dia. Assim, a viagem não termina na porta da torre sem poder entrar.
Fonte: turismo.laguna.sc.gov.br.
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