Amazônia cai 17% em áreas protegidas, mas 3% do corte ilegal ainda acontece nelas
O desmatamento em unidades de conservação federais caiu 17% na Amazônia Legal em 2026, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No Cerrado, a queda foi de 8% no mesmo período. Os números são do INPE, que mede a derrubada por satélite.
Imagem: Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE/Flickr (CC BY-SA 2.0). Origem: agenciabrasil.ebc.com.br.
Essas áreas existem para manter a floresta de pé. Por isso, a queda pesa mais do que uma estatística: é a parte do território que o país decidiu proteger por lei.
Quanto ainda foi derrubado
Na Amazônia, foram 111 km² de floresta derrubada dentro das unidades em 2026. Veja a linha do tempo:
| Assunto | Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia e do Cerrado tem queda |
|---|---|
| Data | 23/10/2026 |
| Envolvidos | Amazonia, Desmatamento, Cerrado |
| Número citado 1 | 17%: O desmatamento em unidades de conservação federais caiu 17% na Amazônia Legal e |
| Número citado 2 | 8%: No Cerrado, a queda foi de 8% no mesmo período. |
| Número citado 3 | 111 km: Na Amazônia, foram 111 km² de floresta derrub |
| Fonte | Agência Brasil Meio Ambiente |
- 2021: 618 km², o pico da série.
- 2025: 134 km².
- 2026: 111 km², 17% a menos que em 2025 e 82% a menos que em 2021.
No Cerrado, foram 47 km² derrubados em 29 unidades, que somam 6,25 milhões de hectares. Essa área corresponde a 0,9% do desmatamento total do bioma no ano. O bioma inteiro perdeu 5,5 mil km², 23% a menos que em 2025.
Onde a derrubada se concentra
Na Amazônia, o corte se concentra em cinco unidades: as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará; a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, no Amazonas; a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre; e o Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas.
No Cerrado, três Áreas de Proteção Ambiental respondem por 70% do desmatamento nas unidades do bioma: Nascentes do Rio Vermelho (GO), Planalto Central, perto do Parque Nacional de Brasília, e Delta do Parnaíba.
Quanto isso representa por hectare
Os totais enganam, porque cada região tem unidades de tamanhos muito diferentes. Dividindo a área derrubada pela área protegida, a conta muda.
As unidades amazônicas somam 64 milhões de hectares. Os 111 km² de 2026 equivalem a 11.100 hectares, ou 0,17 km² para cada 100 mil hectares protegidos. No Cerrado, são 47 km² em 6,25 milhões de hectares, ou 0,75 km² para cada 100 mil hectares. Por hectare protegido, o Cerrado perde cerca de quatro vezes mais que a Amazônia.
O que muda para você
O avanço é real nas duas frentes, mas o dado que pede atenção é outro. Segundo o ICMBio, 3% do corte ilegal ainda acontece em áreas protegidas. Ou seja, a maior parte da derrubada ilegal acontece fora desses locais.
Para quem acompanha o tema, o recado é este: a queda dentro das unidades existe, e o Cerrado segue como o bioma mais pressionado por hectare protegido.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.
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