Uma capivara encontrada à noite perto de uma unidade de saúde no bairro Vila Pinheiro, em Pirassununga, no interior de São Paulo, foi resgatada pela Polícia Ambiental e solta a um quilômetro dali
O caso aconteceu na madrugada de 16 de abril de 2026, quando moradores viram o animal parado perto de uma UPA em Pirassununga. Policiais ambientais e bombeiros fizeram a captura pela manhã e levaram a capivara para uma área de preservação permanente às margens do Anel Viário da cidade.
Capivara é vista à noite perto de posto de saúde em Pirassununga, é capturada sem ferimentos na manhã seguinte e devolvida à natureza a um quilômetro do local.
Capivara adulta andando perto de vegetação, o mesmo comportamento do animal encontrado em Pirassununga. Foto: Tacitobosco/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.
Uma capivara foi encontrada parada na Vila Pinheiro, bairro de Pirassununga, no interior paulista, na noite de quarta-feira, 15 de abril de 2026. O animal estava perto de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e chamou a atenção de moradores da região por volta das 22h.
Segundo reportagem do Metrópoles, publicada em 16 de abril, a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros foram acionados assim que a presença do animal foi notada, e a equipe chegou ao local na manhã seguinte para iniciar a captura.
A capivara foi capturada sem ferimentos por volta das 8h de quinta-feira, 16 de abril, e levada para uma Área de Preservação Permanente do Anel Viário de Pirassununga, a aproximadamente um quilômetro de onde ela tinha sido vista na noite anterior.
Moradores viram o animal parado perto da UPA na noite de quarta-feira
A capivara ficou parada num trecho próximo à unidade de saúde da Vila Pinheiro, sem se afastar muito do ponto onde foi avistada pela primeira vez. Não houve relato de o animal atacar ou se aproximar de alguém.
Moradores acionaram as equipes de resgate assim que perceberam o bicho, prática recomendada para qualquer animal silvestre parado em via pública ou perto de imóveis. Ninguém tentou capturar a capivara sozinho antes da chegada das equipes.
Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros fizeram a captura pela manhã
A operação de captura começou por volta das 8h de 16 de abril, já com luz do dia, o que facilita o manejo do animal e reduz o risco tanto para a equipe quanto para a capivara. Uma equipe da Polícia Ambiental conduziu o procedimento com apoio do Corpo de Bombeiros.
O médico veterinário Rodrigo Levy, que participou do resgate, disse à reportagem que esse tipo de ocorrência "demonstra um desequilíbrio ecológico", já que a falta de habitat natural empurra animais silvestres para perto de áreas urbanas.
O que fazer ao encontrar uma capivara na cidade?
A orientação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo é não se aproximar nem tentar capturar o animal sozinho, e sim acionar o Corpo de Bombeiros ou o órgão ambiental local. Na capital paulista, o telefone da secretaria é o (11) 5187-0100, além do serviço 156.
Em cidades do interior, como Pirassununga, o caminho costuma ser o mesmo: ligar para a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros da região, contar onde o animal está e esperar a equipe chegar, sem cercar ou afastar a capivara com barulho.
É a mesma orientação que vale para um gambá que entra em casa: não tocar no bicho, não tentar afastá-lo sozinho, chamar quem tem treino para o manejo.
Animal foi solto numa área de preservação a um quilômetro do local
A capivara resgatada não apresentava ferimentos, segundo a equipe que fez o atendimento, o que permitiu a soltura no mesmo dia. Ela foi levada para uma área de preservação, o mesmo tipo de destino dado a outros animais silvestres resgatados em áreas urbanas.
O trecho escolhido fica às margens do Anel Viário de Pirassununga, um ponto com vegetação e proximidade de água que se encaixa no ambiente natural da espécie. A distância curta, de cerca de um quilômetro, sugere que o animal pode ter vindo de um curso d'água próximo.
Capivara é o maior roedor do mundo e vive sempre perto de água
A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor vivo do planeta e costuma viver em grupos de dois a seis indivíduos, podendo formar bandos de até vinte. Ela precisa de água por perto, seja rio, represa ou lagoa, tanto para se hidratar quanto para escapar de predadores.
Em São Paulo, a espécie ocorre nos parques Anhanguera e Ecológico do Tietê, na Represa Guarapiranga e nas margens dos rios Tietê e Pinheiros, segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. É comum aparecer também em cidades do interior, como Buritama, onde um jacaré apareceu na porta de uma casa na mesma região do estado.
Nem toda capivara encontrada numa cidade termina resgatada sem ferimentos
O caso de Pirassununga teve desfecho tranquilo porque o animal foi avistado rápido, ficou parado num lugar visível e não sofreu nenhum tipo de agressão até a chegada da equipe. Isso nem sempre acontece: capivaras encontradas em áreas urbanas também já foram atropeladas, feridas por armas ou atacadas por cães soltos em outras cidades do país.
Por isso a orientação dos órgãos ambientais é sempre a mesma, independente de o encontro parecer tranquilo: manter distância, não alimentar o animal e chamar quem tem treino para o manejo, em vez de tentar resolver a situação por conta própria.
Caso está encerrado e capivara segue livre em Pirassununga
Passado o susto da noite de 15 de abril, a situação em Pirassununga foi resolvida em poucas horas: capivara vista, equipes acionadas, captura pela manhã e soltura no mesmo dia, sem necessidade de atendimento veterinário além da checagem inicial. É o tipo de desfecho que os próprios órgãos ambientais apontam como ideal para esse tipo de ocorrência.
Você já viu uma capivara andando perto de casa ou no meio da rua na sua cidade? Conta pra gente o que você fez nos comentários.



