Incêndios no Pará: governo põe 522 brigadistas e 13 aeronaves no Chapadão
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (22) que vai intensificar o combate aos incêndios florestais no Pará. Segundo a Agência Brasil, a ação se concentra no Oeste do estado, com mais brigadistas, aeronaves e apoio de segurança em áreas de conflito.
Imagem: Agência Brasil. Origem: agenciabrasil.ebc.com.br.
Para quem mora perto das áreas atingidas, a mudança é direta: mais gente e mais aviões no combate ao fogo. Mas qual é o tamanho dessa operação?
Quanto o governo colocou nos incêndios no Pará
A operação conta com 522 brigadistas do Ibama e do ICMBio. Eles têm apoio de 41 veículos terrestres e de 13 aeronaves.
Seis dessas aeronaves são aviões Air Tractor, que lançam água sobre as chamas. Eles ficarão baseados na região de Santarém.
A Força Nacional de Segurança também foi acionada para ajudar os brigadistas. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, relatou episódios que dificultam o trabalho em campo.
Quadro de serviço: o cenário no Pará
- Focos ativos: 321 eventos de fogo em 76 municípios do estado.
- Emergência: 16 municípios decretaram situação de emergência por causa da estiagem e dos incêndios. Outros sete pedidos de reconhecimento federal estão em análise.
- Dinheiro: a Medida Provisória 1398/26 abre crédito extraordinário de R$ 300 milhões para ações da Defesa Civil, sobretudo contra o aumento de queimadas na Amazônia.
- O que pede o governo: que ninguém faça fogo sem o devido manejo e que a população denuncie possíveis criminosos.
Onde o fogo se concentra e por quê
O Pará é o estado com mais ocorrências de incêndios florestais no país, segundo a plataforma Queimadas, do Inpe. Só entre 14 e 20 de outubro, o instituto identificou 2.991 focos de calor no estado.
Na região do Chapadão, na divisa dos municípios de Santarém e Uruará, foram registrados 62 incêndios florestais. A área fica perto da rodovia PA 370 e de um trecho da Transamazônica (BR-230).
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, os incêndios se concentram em invasões irregulares de assentamentos da reforma agrária e em reservas legais. Nesses locais, o ministério encontrou práticas irregulares de manejo, com uso intencional do fogo.
A polícia investiga uma possível ação criminosa na região. O ministro foi cuidadoso: “Não estamos afirmando que há ocorrência direta [de incêndios criminosos], mas isto está sendo investigado”.
O governo liga o cenário ao El Niño, que deixou as chuvas escassas na região e aumentou o número de municípios em seca moderada a severa. Em Altamira, no sudoeste do estado, a prefeitura decretou situação de emergência. A medida cobre áreas urbanas, rurais e ribeirinhas.
O que muda para quem vive na região
Para quem mora ali, o recado do ministro é direto. Ele pediu que ninguém faça fogo sem o devido manejo e que a população denuncie possíveis criminosos. Segundo ele, o apoio da sociedade é fundamental.
Os números mostram o tamanho do esforço: 522 brigadistas, 41 veículos e 13 aeronaves. O que ainda não está claro é quem provocou os focos, porque a investigação segue aberta.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.
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